A força do voto facultativo
Votar é muito mais do que um dever cívico; é uma escolha carregada de significado. No próximo episódio do programa Caminhos da Reportagem, que vai ao ar nesta segunda-feira (21), às 23h30, na TV Brasil, o foco está naqueles para quem a ida às urnas é opcional: jovens de 16 e 17 anos e idosos com mais de 70 anos. Em meio aos quase 159 milhões de brasileiros aptos a votar nas eleições de 2026, esse grupo demonstra que a participação política transcende a obrigatoriedade.
O despertar da juventude e a consciência dos veteranos
Para o estudante Brayan de Sousa, de 17 anos, o voto representa o futuro. “A gente vai decidir o que vai acontecer no começo da nossa vida adulta, como as políticas sobre estágios e faculdade”, reflete o jovem. Do outro lado da moeda, a pesquisadora Ana Amélia Camarano destaca que o eleitorado idoso mantém uma conexão profunda com a democracia, enxergando no voto uma forma de validar sua própria cidadania e consciência política.
A luta pela cidadania
A reportagem mergulha na história da participação popular, resgatando movimentos como a campanha “Se liga, 16”, que impulsionou o direito ao voto na Constituição de 1988. Histórias como a do fiscal de finanças Manoel de Matos, que possui deficiências visual, auditiva e física, reforçam a importância do processo eleitoral como ferramenta de visibilidade e inclusão social. “Eu tenho deficiência, mas posso contribuir com a democracia desse país”, afirma Manoel.
Mudança no perfil do eleitorado
Os dados revelam uma transformação demográfica significativa no Brasil. Enquanto o número de eleitores com 70 anos ou mais saltou de 14,8 milhões em 2022 para mais de 17,2 milhões em 2026, o contingente de eleitores entre 16 e 17 anos apresentou uma redução de meio milhão. Essa inversão de tendência reforça a necessidade de debater o papel dessas gerações no fortalecimento das instituições democráticas.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

