Perícia analisa vídeo da defesa
Um laudo do Instituto de Criminalística do Amazonas trouxe novos desdobramentos sobre a morte do pequeno Benício Xavier, de 6 anos. A perícia técnica, realizada em um vídeo apresentado pela defesa da médica Juliana Brasil — investigada pelo óbito da criança —, não identificou sinais de montagem, cortes ou edições digitais no arquivo analisado.
Apesar da conclusão, os peritos ressaltaram limitações cruciais: não foi possível identificar o sistema hospitalar de origem, a data, o horário ou a localização da gravação. O arquivo, que apresenta áudio ausente e partes da tela ocultas por um caderno, trata-se de uma filmagem externa feita por câmera, e não de um registro digital direto do sistema.
Polícia mantém postura
O delegado Marcelo Martins, titular do 24º DIP, esclareceu que o foco da investigação nunca foi a edição do arquivo, mas a procedência e a veracidade das informações ali contidas. Segundo a autoridade policial, o vídeo continua sendo tratado como ‘clandestino’, uma vez que não é possível rastrear o equipamento utilizado ou confirmar se o cenário hospitalar foi manipulado antes da gravação.
Entenda o caso
Benício Xavier faleceu em novembro de 2025 após ser atendido em um hospital particular de Manaus com sintomas de laringite. A investigação da Polícia Civil aponta que houve erro médico grosseiro: a médica Juliana Brasil teria prescrito adrenalina via intravenosa — em vez da inalação recomendada — e a técnica de enfermagem Raiza Bentes teria executado a medicação, mesmo após questionamentos da mãe da vítima.
Atualmente, ambas respondem como rés pelo crime. O inquérito destacou ainda que a profissional se apresentava como pediatra sem possuir o Registro de Qualificação de Especialista (RQE). O processo segue agora na fase de instrução judicial, onde o laudo pericial poderá ser debatido como prova pelas partes envolvidas.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

