A capital amazonense completa 10 dias debaixo de um denso manto de fumaça, com a qualidade do ar atingindo níveis alarmantes. De acordo com a meteorologista Andrea Ramos, as zonas Sul e Leste de Manaus concentram o maior volume de material particulado, colocando a cidade em uma classificação de risco ‘perigoso’, equiparável a cenários críticos observados em outras regiões da Amazônia.
Impactos na rotina e visibilidade
O agravamento da poluição durante o último sábado impactou severamente a visibilidade na capital, chegando a suspender temporariamente as operações aéreas de combate aos incêndios florestais. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da UEA, registraram índices preocupantes, com concentrações de partículas atingindo 457,7 µg/m³ no bairro Coroado em horários críticos do dia.
Chuvas à vista: alívio ou solução?
A previsão meteorológica aponta para a ocorrência de chuvas neste domingo (18) e segunda-feira (19). Embora a precipitação auxilie na dispersão dos poluentes, especialistas alertam que o fenômeno não garante uma melhora definitiva na qualidade do ar, que deve permanecer em patamares insalubres devido à continuidade das queimadas tanto na capital quanto em municípios vizinhos.
Recomendações e cuidados
Diante do quadro, a Defesa Civil do Estado e a Prefeitura de Manaus reforçaram os protocolos de segurança. A recomendação é clara: evitar atividades físicas ao ar livre, manter portas e janelas vedadas e, se possível, utilizar máscaras. A hidratação constante e a umidificação dos ambientes internos também são medidas essenciais para minimizar os efeitos do ar denso na saúde dos manauaras.
Como denunciar
Vale lembrar que provocar queimadas é crime ambiental. A população pode realizar denúncias através do número 153 ou pelo portal oficial da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) em slim.manaus.am.gov.br. Para emergências, o contato deve ser feito via 199 (Defesa Civil) ou 193 (Corpo de Bombeiros).
Edição: Amazon Online.
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