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Ibama endurece fiscalização contra queimadas criminosas no Amazonas após alta nos focos

Amazonas

Força-tarefa no alvo dos infratores

Diante do avanço das queimadas que sufocam o Amazonas, o Ibama iniciou uma operação rigorosa de fiscalização em 725 propriedades rurais previamente notificadas. O objetivo é verificar se os proprietários cumpriram as determinações de controle do fogo. A ação foca em regiões críticas como Autazes, Careiro da Várzea, Parintins e Itacoatiara, apontadas como as principais fontes da fumaça que encobre Manaus.

Crime ambiental em foco

O presidente do Ibama, Jair Schmitt, foi categórico ao afirmar que o fogo não é natural. Segundo o órgão, a maioria das queimadas tem origem humana e motivação criminosa, sendo utilizada como estratégia para degradar a vegetação e converter áreas de mata em pastagens. Os infratores flagrados enfrentam multas pesadas, que variam de R$ 5 mil a R$ 10 mil por hectare, além do embargo das terras e possibilidade de prisão.

Tecnologia e reforço aéreo

Para conter o avanço das chamas, uma frota composta por 11 aeronaves — incluindo aviões Air Tractor e o cargueiro KC-390 da FAB — tem realizado o lançamento de água e o transporte de brigadistas em áreas de difícil acesso. Entre junho e outubro, 292 incêndios foram extintos no estado, mas o combate continua em focos ativos que, conforme alertou o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, apresentam sinais claros de ignição intencional em áreas de floresta preservada.

Esforço conjunto contra a crise

A gravidade da situação levou o Governo Federal a reconhecer o estado de emergência em 36 municípios amazonenses, incluindo Manaus. A medida facilita o repasse de recursos e a integração entre forças estaduais, municipais e federais. Além da atuação direta no combate ao fogo, equipes da Força Nacional do SUS já prestam assistência humanitária às populações afetadas pela crise ambiental e pela má qualidade do ar.


Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

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