tibirica

Luto na música erudita: Maestro Roberto Tibiriçá morre aos 72 anos em São Paulo

Brasil e Mundo

Uma perda irreparável para a cultura

O cenário musical brasileiro amanheceu de luto neste sábado (3) com a notícia do falecimento do renomado maestro Roberto Tibiriçá, aos 72 anos, em São Paulo. O músico, que desde 2022 exercia o papel de regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP), travava uma batalha contra um câncer.

Legado e trajetória

A carreira de Tibiriçá foi marcada por uma trajetória de excelência que começou precocemente aos 8 anos, como pianista. Discípulo de Eleazar de Carvalho, com quem colaborou por quase duas décadas na Osesp, ele consolidou seu nome como uma das maiores referências da regência no país. Ao longo de sua carreira, comandou grandes instituições, incluindo a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.

Momentos marcantes

Entre os episódios que destacam sua genialidade, está a regência da memorável Missa Campal celebrada pelo Papa João Paulo II, em 1997, para um público de 2 milhões de pessoas no Rio de Janeiro. Além disso, foi o responsável por levar a música clássica a novos patamares através de seu pioneirismo em gravações eruditas e parcerias internacionais, como a vez em que acompanhou o tenor Luciano Pavarotti à frente da Orquestra Nova Filarmonia.

Homenagens

A morte do maestro gerou uma onda de pesar no meio artístico. Tanto a Orquestra Sinfônica do Paraná quanto a Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira prestaram homenagens emocionantes, destacando que seu legado continuará vivo por meio de cada músico e concerto que ele inspirou. Sua última apresentação ocorreu em julho deste ano, em Londrina, reforçando sua dedicação à música até o fim da vida.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *