Decisão judicial no horizonte
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) coloca um ponto final nesta terça-feira (29) no impasse envolvendo a greve dos bancários da Caixa Econômica Federal. O tribunal julgará o dissídio coletivo solicitado pelo banco após semanas de paralisação, que teve início no dia 10 de setembro em todo o país.
O motivo do impasse
O ponto central do conflito é a renovação do acordo coletivo, vencido desde o final de agosto. A grande divergência gira em torno do plano de saúde da categoria. Enquanto a Caixa busca mudanças, os trabalhadores alegam que a empresa tenta impor novas regras de forma unilateral, sem o devido diálogo nas 13 rodadas de negociações anteriores.
O que diz a categoria
Representados pela Contraf e Contec, os funcionários reforçam que o movimento é legítimo. Em contestação enviada ao TST, a categoria argumenta que seguiu todos os trâmites legais e que a responsabilidade pela continuidade da greve recai sobre a postura inflexível da gestão da instituição bancária.
Funcionamento das agências
Para garantir que serviços essenciais não parem, o ministro Mauricio Godinho Delgado determinou que 60% do quadro de funcionários permaneça em atividade. A decisão vale tanto para o trabalho presencial quanto para o remoto. Caso a determinação seja descumprida, as entidades sindicais podem sofrer multas diárias de R$ 100 mil. O magistrado, no entanto, garantiu o direito dos trabalhadores ao protesto, rejeitando pedidos que visavam restringir ainda mais a manifestação sindical nas unidades do banco.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

