O Festival do Rio vive seu último fim de semana com a expectativa de ultrapassar a marca de 140 mil espectadores. A 28ª edição do evento, que movimenta 28 salas entre Rio de Janeiro e Niterói, consolida-se como um dos maiores termômetros da indústria audiovisual brasileira, apresentando um catálogo robusto com mais de 350 filmes.
Vitrine para o cinema nacional
O festival cumpre um papel fundamental ao conectar o público brasileiro com narrativas que exploram a identidade nacional. Um dos destaques é o longa Justino: Nos Bastidores do Reino, de José Eduardo Belmonte. A obra, aclamada em Gramado, mergulha nas complexidades da fé e das instituições religiosas no Brasil, narrando a trajetória de um jovem que ascende ao poder na liderança neopentecostal.
Conexão com as novas gerações
A direção do festival reforça o compromisso com a formação de novas plateias. Ilda Santiago, diretora do evento, destaca o desafio de atrair os jovens para o cinema nacional. Filmes como As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você, com Any Gabrielly e Giulia Be, surgem como pontes estratégicas para tocar em temas latentes na juventude, como o luto e o autoconhecimento.
Presença internacional e peso econômico
O evento também celebrou a vinda do premiado diretor iraniano Asghar Farhadi, que apresentou seu mais recente trabalho, Contos Paralelos. Além do brilho artístico, o festival foca no fortalecimento do mercado. O RioMarket reafirma a força do setor audiovisual, que movimentou R$ 81,1 bilhões em 2025, provando ser um motor vital para a economia criativa do país.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

