Sufoco em Manaus
O final de semana começou com um cenário preocupante para os manauaras. Pelo terceiro dia consecutivo, uma densa camada de fumaça tomou conta da capital, elevando os níveis de poluição a marcas alarmantes. Dados do sistema Selva, da UEA, apontam que a concentração de partículas na atmosfera superou em 736% o limite considerado aceitável para a saúde humana.
Qualidade do ar considerada ‘péssima’
Em diversos pontos da cidade, como na Zona Centro-Sul e no Morro da Liberdade, os sensores registraram níveis classificados como péssimos. A situação crítica mantém a capital em estado de atenção, status vigente desde o final de setembro devido ao alto impacto das queimadas que assolam a região.
Cenário crítico no interior
A crise da fumaça não se restringe à capital. Municípios da Região Metropolitana, como Itacoatiara, Careiro e Careiro da Várzea, também sofrem com a má qualidade do ar. Em Itacoatiara, a situação atingiu níveis críticos, levando a Defesa Civil a emitir alertas para que a população reforce os cuidados, como o uso de máscaras e a redução da exposição ao ar livre.
Impacto na saúde dos manauaras
O reflexo desse cenário é sentido diretamente nas unidades de saúde. Entre o início de julho e o último dia 8, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas contabilizou 375 atendimentos de urgência relacionados a sintomas como falta de ar, tosse, irritação na garganta e fadiga — um aumento expressivo notado justamente na última semana. Moradores relatam a dificuldade de manter a rotina profissional e o descanso noturno, com a fumaça invadindo as residências e agravando problemas respiratórios crônicos como rinite e sinusite.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

