O Reino Unido deu um passo decisivo para garantir a segurança dos pacientes que utilizam tecnologias de ponta. O órgão regulador de medicamentos do país anunciou uma mudança drástica na fiscalização de dispositivos médicos baseados em Inteligência Artificial (IA): em vez de uma única inspeção antes da aprovação, essas ferramentas passarão por um monitoramento rigoroso e constante.
Segurança contínua para pacientes
A decisão acompanha a aceitação de 44 recomendações fundamentais sobre o processo de certificação dessas tecnologias. A medida visa lidar com o desafio dos algoritmos que aprendem e evoluem durante o uso clínico, tornando-se mais complexos após serem instalados. O objetivo é evitar falhas em sistemas que, por natureza, adaptam seu comportamento ao longo do tempo.
Pioneirismo global
O governo britânico se posiciona como o primeiro país a criar um arcabouço regulatório abrangente para a IA na saúde. A agência reguladora local (MHRA) já está sendo procurada por diversas nações interessadas em copiar o modelo britânico de supervisão pós-comercialização.
Próximos passos
Um plano detalhado com metas e prazos para a implementação dessas regras em todo o Serviço Nacional de Saúde (NHS) deve ser publicado até a primavera de 2027. Como parte da estratégia, a agência abrirá a terceira fase do programa ‘AI Airlock’, voltado exclusivamente para a vigilância de dispositivos que já estão em pleno funcionamento nas clínicas, garantindo que a inovação não comprometa a segurança da vida humana.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

