A qualidade do ar no interior do Amazonas atingiu níveis alarmantes nesta sexta-feira (23), com cidades enfrentando uma densa camada de fumaça resultante de queimadas persistentes. Itacoatiara, um dos municípios mais afetados, registrou um índice de poluição classificado como péssimo, com concentrações de partículas finas que chegaram a 250 microgramas por metro cúbico durante a madrugada.
Incêndio histórico e difícil combate
O cenário mais crítico ocorre na região do Rio Urubu, em Itacoatiara, onde um incêndio florestal consome a vegetação há 54 dias. O fogo já destruiu mais de 4 mil hectares, impactando áreas de preservação e territórios indígenas, como a Terra Indígena Paraná do Arauató. O combate às chamas enfrenta dificuldades devido ao terreno de difícil acesso, exigindo o uso intensivo de aeronaves e brigadistas especializados.
Impacto além de Itacoatiara
O problema não se limita a Itacoatiara. Municípios como Barreirinha, Autazes e Parintins também reportaram níveis péssimos de qualidade do ar. Na Região Metropolitana de Manaus, o alerta é de poluição muito ruim em cidades como Iranduba, Urucurituba, Silves e Itapiranga. Enquanto isso, a capital, Manaus, apresenta um nível de poluição moderado, mas especialistas alertam que a dispersão da fumaça pelos ventos pode alterar esse quadro a qualquer momento.
Força-tarefa no enfrentamento
O Governo Federal intensificou a operação de combate aos incêndios no estado, disponibilizando uma frota de 17 aeronaves e contando com o apoio de centenas de brigadistas do Ibama, ICMBio, Força Nacional e bombeiros militares. Desde o início das ações, a força-tarefa afirma ter conseguido extinguir centenas de focos de incêndio em áreas isoladas, mas a estiagem e as condições climáticas seguem sendo grandes desafios para a preservação da floresta e da saúde pública amazonense.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

