O prefeito de Coari, Adail Pinheiro (Republicanos), agora é monitorado por tornozeleira eletrônica. A determinação partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como parte das medidas cautelares da Operação Dinastia do Lago, deflagrada pela Polícia Federal. Além do uso do equipamento, Pinheiro e outros investigados tiveram seus passaportes retidos, ficando proibidos de deixar o país.
Entenda o caso
As restrições fazem parte de um inquérito que apura um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações dentro da Prefeitura de Coari. A investigação ganhou força após a prisão de três empresários no Aeroporto de Brasília, que transportavam R$ 1,25 milhão em espécie sem comprovação de origem. A partir desse episódio, a PF identificou movimentações financeiras suspeitas envolvendo contratos públicos e repasses de emendas parlamentares.
Quem são os alvos
Além do prefeito, a lista de monitorados e investigados inclui diversos ex-secretários municipais de pastas estratégicas, como Educação, Fazenda e Casa Civil, além de empresários. O principal alvo da investigação global é o deputado federal Adail Filho (MDB-AM), filho do gestor municipal. Vale lembrar que o prefeito já estava afastado de suas funções por 90 dias por decisão judicial, sendo substituído interinamente pela presidente da Câmara Municipal, Jeany Pinheiro.
Desdobramentos da investigação
A Polícia Federal segue analisando documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos durante o cumprimento de 29 mandados de busca e apreensão realizados em Manaus e Coari. As autoridades apuram a extensão do desvio de recursos públicos e o papel de empresas vinculadas aos investigados na fraude contra o erário. A defesa de Adail Pinheiro e Adail Filho tem classificado as medidas como desnecessárias, afirmando que não existem condenações prévias relacionadas ao caso.
Edição: Amazon Online.
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