Ar irrespirável na capital
Manaus amanheceu esta sexta-feira (9) sob um manto cinzento e sufocante. Pelo segundo dia seguido, a capital amazonense detém o triste título de pior qualidade do ar do país, segundo a plataforma internacional IQAir. O índice de poluição atingiu níveis classificados como ‘perigosos’, forçando a Defesa Civil a emitir um alerta de emergência para a população.
Dados alarmantes e riscos à saúde
Nas primeiras horas do dia, a concentração de partículas finas (PM2.5) disparou, alcançando 258,2 µg/m³, um valor extremamente acima do considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde. Em bairros como Morro da Liberdade e Educandos, a situação foi ainda pior, ultrapassando os 320 µg/m³. Diante do cenário, autoridades recomendam que os manauaras evitem atividades ao ar livre e utilizem máscaras de proteção para minimizar os danos respiratórios.
Ensino superior adota modelo remoto
O impacto da fumaça já reflete diretamente na rotina dos estudantes. Devido à baixa qualidade do ar e aos riscos à saúde, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) suspenderam as atividades presenciais nesta sexta-feira, migrando as aulas para o formato remoto como medida preventiva.
Interior também sofre com as chamas
A crise não se limita à capital. No interior, municípios como Itacoatiara enfrentam uma situação dramática, com níveis de poluição que chegaram a 500 µg/m³ durante a madrugada. Equipes de combate a incêndios tentam conter as chamas em áreas como o Lago do Canaçari, que arde há 20 dias, somando mais de 1,3 mil hectares devastados. O Censipam monitora novos focos de incêndio, enquanto os órgãos de fiscalização investigam as causas dos desastres ambientais que seguem castigando o Amazonas.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

