A capital amazonense amanheceu nesta sexta-feira (16) sob um denso manto de fumaça, retomando o preocupante posto de capital com a pior qualidade do ar do país. Após uma breve trégua na quinta-feira, o ar em Manaus voltou a ser classificado como insalubre, com registros que variam entre as categorias ‘muito ruim’ e ‘péssimo’ em diversas zonas da cidade.
Aulas suspensas como medida de proteção
O agravamento das condições climáticas forçou medidas drásticas para proteger a população. A Prefeitura de Manaus, por meio da Semed, suspendeu as aulas presenciais na rede municipal de ensino. A medida também foi adotada pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que paralisou as atividades presenciais na capital e no interior, migrando o trabalho administrativo para o regime remoto.
Origem da poluição e alerta ambiental
A fumaça que sufoca Manaus não é produzida apenas localmente. Meteorologistas explicam que as partículas de queimadas vindas do interior do Amazonas, além de estados como Rondônia, Pará e Mato Grosso, estão sendo transportadas pelos ventos típicos desta época de seca e pouca chuva. Este transporte atmosférico mantém os poluentes suspensos sobre a cidade por longos períodos.
Cenário crítico no estado
Os números de queimadas no Amazonas são alarmantes. Nos primeiros 14 dias de outubro, o estado contabilizou cerca de 1,6 mil focos de incêndio, um aumento de mais de 270% em comparação ao mesmo período de 2025. Diante disso, o Ibama intensificou a fiscalização e a força-tarefa de combate ao fogo, concentrando esforços em municípios críticos como Autazes, Careiro da Várzea, Parintins e Itacoatiara.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

