Crise respiratória paralisa a capital
Manaus vive dias de agonia sob um manto denso de fumaça. Pelo segundo dia consecutivo, a capital amazonense figura no topo do ranking global de pior qualidade do ar, segundo a plataforma internacional IQAir. O cenário é alarmante: entre as primeiras horas da manhã, índices de poluentes atingiram patamares perigosos, transformando a rotina dos manauaras em uma verdadeira luta pela sobrevivência.
Sufoco no dia a dia
A crise vai além dos números. Nas ruas, trabalhadores que dependem da atividade externa relatam quadros graves de irritação nas vias respiratórias. Márcia Mendes, autônoma que lida diariamente com a população, resume o sentimento geral: ‘Manaus, o pulmão do mundo, está sufocando’. Para quem sofre de rinite ou sinusite, a exposição à fuligem se tornou um pesadelo, com noites de sono prejudicadas e dores de cabeça constantes.
Navegação sob risco
O perigo também se estende aos rios. Com a visibilidade drasticamente reduzida pela fumaça e o nível das águas baixo, contramestres de embarcações relatam que navegar tornou-se um exercício de risco extremo. A falta de tecnologia de identificação em muitas embarcações, somada aos bancos de areia e à névoa tóxica, eleva o temor de acidentes graves durante as madrugadas e o início da manhã.
Alerta das autoridades
Diante do agravamento, a Defesa Civil emitiu alertas severos, recomendando que a população evite qualquer exposição prolongada ao ar livre. Escolas na capital chegaram a suspender atividades presenciais. Enquanto o poder público é cobrado por ações efetivas contra as queimadas, o cidadão amazonense improvisa o uso de máscaras e tenta proteger seus lares, que já não oferecem refúgio contra a poluição que invade até mesmo os ambientes internos.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

