Crise respiratória na capital
A situação da qualidade do ar em Manaus atingiu um nível alarmante. Entre os dias 1º e 8 de outubro, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) registrou 82 atendimentos de urgência diretamente ligados aos efeitos da fumaça das queimadas. Desde o início de julho, o impacto já soma 375 pacientes buscando socorro médico na rede pública por conta da poluição.
Manaus sob alerta máximo
Nesta sexta-feira (9), a capital amazonense amanheceu sob um manto denso de fumaça, figurando pelo segundo dia consecutivo como a cidade com a pior qualidade do ar do Brasil, segundo dados da plataforma internacional IQAir. O cenário levou a Defesa Civil a emitir alertas para que a população restrinja ao máximo a exposição ao ar livre.
Sintomas que exigem atenção
O quadro de saúde pública preocupa autoridades. Os pacientes que buscam atendimento nas unidades de saúde relatam sintomas persistentes como falta de ar, tosse intensa, dor no peito, irritação na garganta, fadiga extrema e tonturas. Além da rede estadual, a rede municipal de saúde também tem operado com volume elevado, embora os dados da Semsa englobem uma demanda geral de atendimento.
Como se proteger
Para minimizar os danos à saúde, especialistas recomendam que a população evite exercícios físicos ao ar livre nos horários de maior concentração de poluentes e mantenha os ambientes domésticos fechados. A hidratação frequente é fundamental. Grupos de risco — como crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas respiratórias ou cardíacas — devem redobrar a atenção. Em caso de mal-estar, a orientação é buscar a UBS mais próxima ou utilizar o app Saúde AM Digital. Em quadros graves, o acionamento do Samu pelo 192 é indispensável.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

