A criatividade de estudantes e professores brasileiros brilhou na 4ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis. Projetos focados em transformar resíduos em soluções práticas para problemas locais foram os grandes destaques da cerimônia realizada em Salvador (BA), evidenciando o potencial da educação brasileira para gerar mudanças reais em suas comunidades.
Intercâmbio e consciência ambiental
Na categoria voltada para a educação básica, a Casa da Infância, de Salvador, conquistou o prêmio com o projeto ‘Infância, Sustentabilidade e Cidades Educadoras’. A iniciativa promove uma troca cultural e ecológica entre escolas do Brasil e da Colômbia. Através de hortas, compostagem e coleta de resíduos, os alunos aprendem na prática sobre gestão ambiental e consumo consciente, além de fortalecerem laços com realidades diversas, incluindo comunidades rurais e urbanas.
Tecnologia contra vetores na Amazônia
Já no ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), o destaque ficou com o Instituto Federal do Pará (IFPA), campus Marabá Industrial. Os estudantes desenvolveram o ‘EcoLuz Trap’, uma armadilha luminosa de baixo custo feita com materiais reciclados para combater mosquitos transmissores de doenças. O protótipo, que utiliza componentes eletrônicos reaproveitados, não apenas resolve um problema comum em regiões quentes, mas também ensina aos alunos ciência, estatística e biologia de forma aplicada.
Rumo à etapa internacional
As instituições premiadas agora se preparam para representar o Brasil na etapa internacional da competição, que será realizada na Cidade do México em dezembro. O Prêmio Escolas Sustentáveis, uma parceria da Fundação Santillana e da Organização de Estados Ibero-americanos (OEI), reforça a importância de descentralizar a sustentabilidade, transformando-a em ações concretas que nascem dentro da sala de aula e impactam positivamente a sociedade ao redor.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

