Esporte e resistência
O campo do Armando Mendes, na Zona Leste de Manaus, foi palco de uma celebração histórica neste domingo (13). A primeira edição da ‘Gaymada’ na capital amazonense reuniu dez equipes em um torneio que transformou a tradicional brincadeira de queimada em um potente manifesto por respeito e ocupação dos espaços públicos.
Mais que um jogo, um espetáculo
O evento superou as expectativas, atraindo arquibancadas lotadas e criando um clima vibrante antes mesmo do apito inicial. Com uniformes criativos, maquiagem impecável e muita energia, os atletas mostraram que a competição também é lugar de expressão. O clima de descontração nos bastidores deu lugar a uma seriedade estratégica dentro das quatro linhas, com direito a jogadas ensaiadas e muito preparo físico.
Vozes pela igualdade
A idealizadora do projeto, Luana Pantoja, ressaltou que a iniciativa surgiu como uma resposta à falta de oportunidades e visibilidade para a comunidade LGBTQIA+. ‘Sabemos o quanto ainda é difícil a nossa classe ser vista. Criamos este evento para ocupar esse espaço e promover inclusão’, afirmou.
Aprovação da comunidade
A iniciativa foi celebrada pelos moradores do bairro, que destacaram a importância de eventos culturais e esportivos na região. Além da diversão, a Gaymada deixou um recado claro para a sociedade manauara: o esporte é um direito de todos e o preconceito não tem vez. No torneio, o único ‘cartão vermelho’ aplicado foi para a intolerância.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

