O mercado financeiro viveu um dia de tensão nesta quarta-feira (23). O dólar encerrou a sessão com uma alta expressiva de 1,27%, cotado a R$ 5,169, impulsionado por um cenário de cautela global e pelo clima de disputa eleitoral no Brasil. Na contramão, a Bolsa brasileira (Ibovespa) sentiu o impacto e fechou em queda de 0,86%, situando-se em 185.814 pontos.
O peso do cenário externo
A valorização da moeda americana não é um movimento isolado. Nos Estados Unidos, indicadores econômicos robustos, como o índice de gerentes de compras (PMI), elevaram a expectativa de que os juros permanecerão altos por um período maior. Esse cenário aumenta a rentabilidade dos títulos públicos americanos (Treasuries), atraindo capital e fortalecendo o dólar frente a moedas emergentes, incluindo o real.
Tensões e petróleo em alta
Além dos juros, o radar dos investidores está fixado no Oriente Médio. A ausência de avanços nas negociações entre EUA e Irã fez com que o preço do barril de petróleo Brent voltasse a subir, alcançando a marca de US$ 98,12. O receio de instabilidade geopolítica e o aumento da inflação global criam um ambiente de aversão ao risco, pressionando as bolsas ao redor do mundo.
Impacto na Bolsa brasileira
Apesar da retração desta quarta-feira, é importante notar que o Ibovespa ainda mantém um saldo positivo no mês de setembro, com alta acumulada de 4,73%. O comportamento dos próximos dias deve continuar sendo ditado pela combinação entre a volatilidade das pesquisas eleitorais locais e o desenrolar das tensões econômicas nos Estados Unidos.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

