Justiça sob pressão
O Ministério Público Federal (MPF) oficializou um parecer favorável à prisão preventiva do policial militar Guilherme Augusto Macedo. O agente é réu pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, ocorrida em novembro do ano passado, em São Paulo. O documento, assinado pelo subprocurador-geral da República, José Elaeres Marques Teixeira, foi enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que agora deve decidir o futuro do acusado.
Entenda o caso
O episódio, que chocou o país, começou com uma discussão trivial envolvendo o retrovisor de uma viatura. O estudante, de apenas 22 anos, desferiu um tapa no acessório do veículo, sem causar danos. A reação da Polícia Militar, no entanto, foi desproporcional. Mesmo desarmado e sem camisa, Marco Aurélio foi perseguido até o saguão de um hotel onde estava hospedado.
Execução sem chance de defesa
Imagens das câmeras corporais dos próprios agentes confirmaram a crueldade da ação. Após ser acuado e derrubado por um chute desferido pelo policial Bruno Carvalho do Prado, Marco Aurélio, já no chão, foi atingido por um disparo fatal no abdômen efetuado por Guilherme Macedo. O MPF destaca que, naquele momento, a vítima não oferecia nenhum risco real aos agentes.
Gravidade e periculosidade
No parecer enviado ao STJ, o órgão ministerial enfatiza que a brutalidade do crime e a conduta do PM demonstram uma periculosidade que coloca a ordem pública em risco. Para o MPF, as medidas cautelares aplicadas anteriormente são insuficientes frente à gravidade do homicídio, reforçando a necessidade da prisão preventiva para garantir que o caso seja julgado com o rigor que a lei exige.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.
