A Prefeitura de Autazes, a pouco mais de 100 quilômetros de Manaus, oficializou a situação de emergência ambiental, sanitária e agropecuária por 90 dias. A medida drástica foi tomada após o município ser tomado por uma densa cortina de fumaça, que comprometeu a visibilidade e disparou casos de problemas respiratórios entre a população local.
Suspensão de aulas e sufoco
O Decreto Municipal nº 075, publicado nesta semana, estabeleceu a suspensão das aulas presenciais na rede de ensino como forma de proteger a saúde de estudantes e professores. O ar em Autazes atingiu níveis críticos, classificados como ‘muito ruim’ pelo Sistema Selva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), com altas concentrações de partículas poluentes.
Fogo criminoso sob investigação
O cenário é agravado pela suspeita de ações intencionais. O Corpo de Bombeiros, que tem trabalhado incessantemente para evitar que as chamas alcancem residências — como ocorreu no bairro Jair de Menezes —, aponta indícios claros de incêndios criminosos. Segundo militares, o fogo tem começado em áreas isoladas, o que afasta a possibilidade de ocorrências acidentais.
Força-tarefa no combate às chamas
Para conter o avanço do fogo, o município mobilizou uma estrutura robusta com caminhões, picapes e aeronaves. O reforço da Polícia Ambiental chegou à cidade para identificar e punir os responsáveis pelas queimadas. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que Autazes lidera o ranking de focos de calor no Amazonas nos últimos dias, superando outros municípios da Região Metropolitana.
Monitoramento federal
O Ibama também intensificou as ações no Amazonas, realizando vistorias em propriedades rurais e aplicando multas por descumprimento das normas de prevenção. A força-tarefa federal segue monitorando áreas críticas, enquanto a população de Autazes aguarda, sob o decreto de emergência, que a qualidade do ar volte aos níveis de normalidade.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

