A rotina das companhias aéreas e o bolso dos brasileiros enfrentam um novo desafio. A partir desta quinta-feira (1º), o preço do querosene de aviação (QAV) sofreu um reajuste de 11,76% nas refinarias da Petrobras. Com a alta, o valor médio passou de R$ 5,585 para R$ 6,242 por litro, gerando preocupações sobre possíveis reflexos no valor das passagens aéreas.
Reflexos do conflito no Oriente Médio
A estatal justifica a escalada de preços pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio. O cenário de guerra e as tensões no Estreito de Ormuz — rota vital para o transporte global de petróleo — têm impactado diretamente a oferta de insumos. Desde o início dos conflitos militares envolvendo o Irã, o preço do combustível acumula uma alta impressionante de 74% em relação aos valores praticados em março deste ano.
Impacto direto na aviação
Para o setor aéreo, o cenário é de alerta. Antes das instabilidades internacionais, o combustível representava cerca de 30% das despesas operacionais das empresas. Atualmente, esse custo ultrapassa a marca de 45%, pressionando as finanças das companhias e colocando em xeque a sustentabilidade das tarifas praticadas no mercado doméstico. Como o petróleo é uma commodity com preço definido globalmente, o Brasil, embora seja produtor, acaba seguindo as oscilações do mercado internacional.
Dinâmica de mercado
A Petrobras, que detém cerca de 85% da produção nacional de QAV, realiza o reajuste mensalmente seguindo contratos firmados com as distribuidoras. Apesar da tentativa de suavizar o impacto com medidas de parcelamento adotadas em meses anteriores, a pressão externa continua a ditar o ritmo dos preços nas pistas dos aeroportos de todo o país.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

