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Crise ambiental: Amazonas decreta emergência em 36 cidades sob efeito de fumaça e fogo

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Mais da metade do Amazonas enfrenta uma crise sem precedentes. Com 36 dos 62 municípios em situação de emergência reconhecida pelo governo federal, o estado sofre os impactos diretos do avanço das queimadas. A densa nuvem de fumaça que encobre a região forçou a paralisação de atividades escolares e esportivas, além de sobrecarregar o sistema de saúde com o aumento de casos respiratórios.

Ação criminosa sob investigação

O cenário é agravado pela suspeita de crime ambiental. Autoridades identificaram focos de incêndio em áreas de mata nativa preservada, levantando suspeitas de que o fogo esteja sendo utilizado como ferramenta para desmatamento ilegal. Em Itacoatiara, autoridades locais já identificaram oito suspeitos de provocar queimadas na zona rural, com denúncias formalizadas junto ao Ministério Público.

Força-tarefa e reforço aéreo

Para combater as chamas, uma operação integrada mobilizou 290 brigadistas federais, além de aeronaves especializadas da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Ibama. O cargueiro KC-390, capaz de lançar 12 mil litros de água, lidera as missões nos pontos mais críticos, como a Região Metropolitana de Manaus e o Baixo Amazonas, áreas que registraram um aumento alarmante de 271% nos focos de incêndio neste mês.

Impacto na rotina e saúde

A qualidade do ar em Manaus permanece entre as piores do Brasil, mesmo após chuvas isoladas. Diante do risco, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) suspendeu as aulas nas escolas da capital e em municípios como Autazes e Iranduba. A orientação técnica das autoridades de saúde é clara: manter ambientes fechados, suspender atividades físicas ao ar livre e intensificar a hidratação para minimizar os efeitos tóxicos da inalação da fumaça.


Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

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