Combate intenso contra o fogo
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirmou a extinção de 292 focos de incêndio no Amazonas entre junho e outubro deste ano. Atualmente, as equipes de prontidão seguem em operação para debelar outros oito focos ativos que ainda preocupam o estado.
Desde o último sábado (10), uma força-tarefa robusta foi montada pelo governo federal para conter o avanço das chamas. A operação conta com o apoio de 290 brigadistas e uma frota composta por 11 aeronaves, incluindo aviões Air Tractor, helicópteros, um cargueiro KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) e um avião Caravan. A estratégia visa atender regiões críticas como Manaus, Autazes, Itacoatiara e Parintins.
Indícios de ação criminosa
Após sobrevoar áreas afetadas, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, classificou a situação como grave. O ministro apontou que foram detectados focos de incêndio isolados no interior de florestas preservadas, o que sugere a ação intencional humana para facilitar futuros desmatamentos.
“É fundamental combater a impunidade que está reinando na região”, afirmou Capobianco, defendendo uma atuação conjunta entre a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para identificar e punir os responsáveis pelos danos ambientais.
Impacto na qualidade do ar
Apesar de uma leve melhora em relação aos dias anteriores, a fumaça das queimadas ainda compromete a qualidade do ar na capital amazonense. Manaus, que chegou a registrar níveis insalubres de poluição na segunda-feira (12), mantém o monitoramento constante através de órgãos estaduais e sistemas de vigilância da UEA. Em bairros como o Coroado, a qualidade do ar ainda é classificada como muito ruim, evidenciando que a crise ambiental exige atenção contínua das autoridades.
Crise reconhecida
O cenário de emergência foi reconhecido pelo Governo Federal em 36 municípios amazonenses, permitindo um fluxo mais ágil de recursos e assistência humanitária. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reforçou que a integração entre prefeituras, estado e união é o único caminho para proteger a população afetada pelos incêndios e pela péssima qualidade do ar.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

