O setor turístico do Amazonas enfrenta um cenário desafiador em 2026. Dados do IBGE revelam uma queda de 15% no movimento de visitantes em agosto, comparado ao mesmo período do ano anterior. O principal culpado pelo recuo é a intensa fumaça das queimadas, que tem comprometido a qualidade do ar em Manaus e diversos municípios do interior, levando muitos turistas a cancelarem ou adiarem seus planos de viagem.
Impacto direto no roteiro
Guias locais relatam que a frustração dos visitantes é imediata ao desembarcarem no estado e se depararem com o céu encoberto. De acordo com Jairo Félix, vice-presidente da Coopguiaturam, idosos e pessoas com problemas respiratórios são os que mais evitam as atividades ao ar livre. Embora os passeios continuem sendo operados, o clima de incerteza impacta diretamente a economia dos profissionais que dependem do ecoturismo.
Adaptação e sobrevivência no setor
Para o empresário Mario Sergio de Jesus, que atua em destinos como Presidente Figueiredo e Novo Airão, a transparência tem sido a saída. O setor tenta contornar os prejuízos informando aos turistas sobre quais áreas estão menos afetadas pela fumaça, buscando salvar as experiências de imersão cultural e ambiental. Mesmo com o esforço, a mancha de poluição que coloca Manaus entre as cidades com pior ar do mundo permanece como um obstáculo crítico.
Cenário de emergência
O impacto econômico reflete o agravamento da crise ambiental. Com um aumento de 195% nos focos de incêndio em comparação a 2025, o Governo do Amazonas decretou situação de emergência em 36 municípios. A combinação de seca extrema, ação humana e o fenômeno climático El Niño criou um cenário que, além de preocupar a saúde pública, trava o desenvolvimento do turismo, um dos pilares da economia regional.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

