O cenário ambiental no Amazonas atingiu um ponto crítico nos primeiros dez dias de outubro de 2026. Dados do Painel do Fogo, do Censipam, revelam uma marca alarmante: 1.380 focos de incêndio foram registrados, um aumento de 271% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 372 casos.
Impacto ambiental e áreas afetadas
O rastro de destruição não poupa áreas protegidas. Do total de focos, 116 atingiram terras indígenas e 97 afetaram unidades de conservação. Além disso, 174 focos estão diretamente relacionados ao desmatamento. Municípios como Itacoatiara, Careiro da Várzea, Parintins e Boa Vista do Ramos enfrentam os maiores prejuízos, com plantações destruídas e ameaça severa à biodiversidade.
Combate ao crime e reforço federal
Em Itacoatiara, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente já identificou oito suspeitos de provocar queimadas criminosas, incluindo o incêndio no Lago do Canaçari. Os casos estão sendo encaminhados à Polícia Civil e ao Ministério Público. Para frear a situação, o Governo Federal enviou um reforço emergencial composto por seis aeronaves e 290 brigadistas, que já começaram a chegar a Manaus para apoiar as operações do Corpo de Bombeiros, que atua hoje em 33 municípios amazonenses.
População sufocada
A fumaça decorrente das chamas tornou o ar irrespirável. Na capital, a concentração de partículas superou em mais de 736% o limite recomendado para uma qualidade do ar aceitável. Moradores relatam crises respiratórias constantes, noites mal dormidas e irritação intensa, enquanto municípios da Região Metropolitana, como Itacoatiara e Careiro, registram níveis considerados péssimos de poluição atmosférica, forçando a população a recorrer ao uso de máscaras e ao isolamento domiciliar.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

