Prejuízo no campo
O cenário é de desolação na região de Vila Amazônia, em Parintins. Pelo quinto dia consecutivo, produtores rurais tentam conter o avanço das queimadas que já destruíram plantações inteiras e comprometeram o sustento de centenas de famílias. O fogo, que já consumiu mais de 53 hectares — área equivalente a 74 campos de futebol —, segue avançando e colocando em risco novas áreas de cultivo.
Impacto direto no bolso
A crise no campo chegou rapidamente às mesas dos parintinenses. Com a escassez de produtos, os preços na Feira do Produtor dispararam. O item mais afetado é o derivado da mandioca: o preço da farinha dobrou, saltando de R$ 10 para R$ 20 o frasco, um aumento de 100% que pesa no orçamento das famílias.
Drama dos produtores
Para quem vive da terra, o desespero é ainda maior. Produtores como Alexandre Sarmento viram plantações de macaxeira, melancia e mandioca serem consumidas pelas chamas. A preocupação agora é com a produção futura, já que a recuperação do solo e o tempo de colheita podem levar anos. Além da mandioca, itens essenciais como a banana, o tucumã e a pupunha estão ficando escassos, com a qualidade dos alimentos também afetada pelo calor extremo e pela fumaça.
Combate difícil
Enquanto os agricultores relatam dificuldades extremas para controlar o fogo por conta própria, o Corpo de Bombeiros segue monitorando a área. O avanço das chamas em Vila Amazônia, um dos polos produtivos mais importantes do município, reflete o desafio crítico enfrentado pelo interior do Amazonas neste período de queimadas.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

