Criptoativismo Eleitoral sob Investigação
Uma iniciativa digital inusitada tem movimentado o cenário político nacional nos últimos dias. Um site desconhecido passou a distribuir criptomoedas e tokens para usuários que compartilham mensagens de apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. A prática levantou alertas sobre possíveis irregularidades eleitorais.
Envolvimento do grupo ‘Hyperkids’
A estratégia utiliza a imagem do grupo Hyperkids, composto por jovens de Uganda famosos por suas danças virais na internet. Com quase 13 milhões de seguidores, o perfil das crianças promove o token sob a justificativa de que ele ajudaria o Brasil. Nos vídeos de divulgação, são mencionados os nomes de Flávio Bolsonaro, do deputado Nikolas Ferreira e do empresário Pablo Marçal.
O que diz a lei e os especialistas
A legislação eleitoral brasileira é clara ao proibir propaganda paga na internet que não seja impulsionamento oficial e identificado por coligações ou partidos. O pesquisador Paulo Rená, do Instituto de Referência em Internet e Sociedade, aponta que a promessa de vantagem econômica atrelada ao apoio político configura uma clara ilegalidade. A suspeita é de que a estrutura seja montada fora do país para tentar driblar a fiscalização da Justiça Eleitoral brasileira.
Posicionamento e denúncias
Embora o site afirme que a distribuição dos tokens é independente de preferências políticas e não possui vínculo oficial com nenhuma campanha, a equipe de Flávio Bolsonaro negou qualquer conhecimento sobre a iniciativa. O candidato informou que tomará medidas judiciais nas esferas cível e criminal para derrubar a página. Paralelamente, a coligação que apoia o presidente Lula protocolou uma denúncia junto à Procuradoria-Geral Eleitoral, solicitando a investigação imediata dos responsáveis pela campanha de aliciamento digital.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

