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PGR defende permanência de diretor da PF e critica afastamento pelo STF

Brasil e Mundo

PGR contesta decisão de afastamento

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se oficialmente contra a decisão de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência, Leandro Almada. Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o órgão argumentou que não existem provas ou elementos concretos que justifiquem a medida extrema contra os chefes da corporação.

Ausência de provas

Para o procurador-geral Paulo Gonet e sua equipe, o afastamento de autoridades policiais requer evidências claras de participação em ilícitos, algo que, segundo a PGR, não foi demonstrado na decisão inicial. O parecer ressalta que ocupar um cargo hierárquico elevado não é motivo suficiente para responsabilizar servidores por irregularidades sem que atos suspeitos específicos sejam apontados.

Risco à ordem pública

A PGR alertou que a remoção dos diretores da PF gera instabilidade institucional, com efeitos que transcendem processos judiciais isolados, representando um risco direto à ordem pública. O imbróglio jurídico começou em setembro, quando o ministro André Mendonça determinou o afastamento sob alegação de monitoramento ilícito. A situação gerou um conflito de decisões dentro da Corte, envolvendo também os ministros Flávio Dino e Edson Fachin, que buscaram intervir na questão em momentos distintos.

Contexto das investigações

O caso está inserido nas apurações da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras e corrupção envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A Polícia Federal segue como peça-chave no desdobramento destas investigações, tornando a estabilidade de seu comando um ponto central no debate jurídico nacional.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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