O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central do Brasil (BC) oficializaram uma atualização significativa nas normas do Open Finance. As novas diretrizes, aprovadas nesta quinta-feira (22), focam em blindar a segurança do sistema e aumentar a transparência para o usuário final, com atenção especial às demandas de pequenas e grandes empresas.
Mais controle e segurança
A nova resolução conjunta busca reduzir brechas de interpretação e garantir que o cliente tenha, de fato, o controle sobre quem acessa seus dados. Entre os principais avanços, destaca-se a exigência de um consentimento específico para cada parceiro envolvido e a criação de protocolos para interromper imediatamente o compartilhamento caso qualquer risco de segurança seja detectado.
Foco na agilidade para empresas
Um dos pontos altos da mudança atende a uma demanda antiga do setor corporativo. O novo modelo permitirá que a autorização para o compartilhamento de dados seja feita de forma fragmentada, permitindo que diferentes representantes de uma mesma empresa autorizem etapas distintas do processo, conforme suas políticas internas de governança e alçada.
Fiscalização rigorosa
O Banco Central também aumentou a responsabilidade das instituições financeiras. Agora, as diretorias e conselhos de administração deverão atuar ativamente na fiscalização das empresas parceiras. A segurança deixa de ser apenas uma tarefa técnica de TI e passa a ser uma pauta estratégica de governança corporativa, visando prevenir usos indevidos de informações financeiras sensíveis.
O que muda para você?
Para o consumidor e para as empresas, o sistema fica mais transparente. A expectativa é que, com regras mais claras e maior responsabilização dos bancos, a confiança no compartilhamento de dados cresça, permitindo que o Open Finance continue evoluindo como uma ferramenta essencial de concorrência e oferta de crédito mais justa no mercado financeiro brasileiro.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

