Questionamentos sobre gasto público
O Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM) abriu uma investigação rigorosa sobre um contrato emergencial de R$ 2,1 milhões firmado pela Defesa Civil do Estado. O valor foi destinado ao aluguel de uma aeronave contratada para auxiliar no combate aos incêndios florestais que assolam o território amazonense. No entanto, a eficácia do equipamento está sob suspeita.
Capacidade técnica em xeque
A denúncia, que partiu de um professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), aponta que a aeronave contratada possui capacidade limitada, conseguindo lançar menos de 2 mil litros de água por voo. Especialistas e o denunciante questionam por que o Governo do Estado não buscou apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), que possui aeronaves como o KC-390, capaz de despejar até 12 mil litros em uma única operação.
Prazo para explicações
O procurador de contas Ruy Marcelo Alencar de Mendonça determinou que o secretário-comandante da Defesa Civil, coronel Mauro Marcelo Lima Freire, preste esclarecimentos no prazo de dez dias. O órgão exige a apresentação de estudos técnicos que justifiquem a escolha da empresa Jasurah Aeroagrícola Ltda. e comprovem a economicidade da contratação frente ao cenário de crise climática.
Cenário de queimadas no estado
A notificação do MPC-AM ocorre em um momento crítico, onde o Amazonas enfrenta uma alta severa nos focos de incêndio. Municípios como Itacoatiara, Careiro da Várzea, Parintins e Boa Vista do Ramos sofrem com o avanço das chamas, que destroem florestas, afetam a qualidade do ar em Manaus e elevam o custo dos alimentos devido aos prejuízos nas produções rurais. Até o momento, a Defesa Civil informou que o processo está sob análise da sua assessoria jurídica.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

