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MPAM abre investigação contra queimadas criminosas em Autazes sob estado de emergência

Amazonas

Suspeita de crime ambiental

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito civil para apurar a origem de diversos incêndios florestais registrados em Autazes entre os dias 11 e 13 de outubro. A medida surge em um momento crítico, onde o município enfrenta um decreto de situação de emergência ambiental, sanitária e agropecuária com validade de 90 dias.

Prefeitura notificada

Além da investigação sobre os responsáveis pelo fogo, o MPAM notificou o prefeito Thomé Neto. O gestor tem um prazo de 10 dias para esclarecer se a administração municipal autorizou qualquer tipo de queimada entre setembro e outubro, apresentando a documentação oficial caso existam autorizações.

Indícios de intencionalidade

Relatos do Corpo de Bombeiros reforçam a tese de que o fogo não possui causas naturais. Em ocorrência no bairro Jair de Menezes, militares apontaram que a área isolada não sofreria ignição espontânea, sugerindo ação humana deliberada. A prefeitura informou que tem utilizado caminhões, picapes e apoio aéreo para tentar conter as chamas, enquanto órgãos como Ibama, Ipaam e Funai foram acionados pelo Ministério Público para fornecer relatórios detalhados em até 30 dias.

Autazes no topo do ranking

Dados do Inpe apontam Autazes como líder de focos de calor no Amazonas, com 139 registros em um intervalo de poucos dias. A situação reflete uma preocupante mudança no mapa de queimadas do estado, que tem migrado do sul do Amazonas para as regiões da Região Metropolitana de Manaus e Baixo Amazonas, exigindo uma força-tarefa integrada entre forças estaduais, federais e municipais para identificar e punir os infratores.


Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

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