Uma névoa persistente
Os manauaras acordaram nesta quarta-feira (23) com uma cena preocupante: uma densa camada de fumaça encobrindo a capital amazonense. A situação, confirmada pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), é resultado de uma combinação perigosa entre queimadas intensas, calor recorde e condições climáticas adversas.
Ação humana é o principal gatilho
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas foi enfático ao declarar que a quase totalidade dos incêndios na região tem origem humana. Seja por limpeza de terrenos, descarte irresponsável de bitucas de cigarro ou fogueiras fora de controle, a negligência tem sido o combustível para o desastre ambiental. Na região do V-8, em Manaus, equipes chegaram a combater cinco focos distintos em um único dia, enfrentando o surgimento de novos incêndios logo após a extinção dos anteriores.
Fatores climáticos agravam o cenário
Além da ação direta, o clima tem sido um aliado da poluição. Com a marca histórica de 38,6°C registrada na última terça-feira (22), o calor extremo forma zonas de baixa pressão atmosférica. Esse fenômeno retém as partículas de fumaça provenientes da Região Metropolitana e de áreas vizinhas, como o estado do Pará, sobre a área urbana de Manaus, impedindo a dispersão dos poluentes.
Fiscalização reforçada
Diante do cenário crítico e de um aumento de mais de 300% nos focos de incêndio em setembro em comparação ao ano anterior, o governo intensificou a fiscalização. O Ipaam dividiu a Região Metropolitana em três eixos de monitoramento, utilizando drones e equipes em solo para combater irregularidades. É importante lembrar que o uso do fogo está proibido por decreto estadual há 120 dias.
Como denunciar
A colaboração da população é essencial para frear o avanço das chamas. Denúncias sobre focos de incêndio ou práticas suspeitas podem ser feitas através do 190, pelo Disque-Denúncia 181, ou diretamente com o Comando de Policiamento Ambiental pelo número (92) 98842-1553.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

