Um levantamento recente do Instituto Locomotiva trouxe um dado que reflete a preocupação de muitas famílias brasileiras: 82% dos adultos são contrários ao uso de celulares por crianças de até três anos. O estudo, divulgado próximo ao Dia das Crianças, reforça um debate crescente sobre o impacto das telas no desenvolvimento infantil.
Telas longe dos pequenos
A resistência ao uso de dispositivos digitais diminui conforme a idade avança, mas ainda é significativa. Para crianças entre quatro e sete anos, 75% dos adultos continuam desaprovando a exposição às telas. Quando o assunto é a autonomia, a maioria dos entrevistados (52%) sinaliza que só aceitaria que um filho tivesse o próprio aparelho a partir dos 12 anos.
Saúde e recomendações oficiais
As diretrizes do Governo Federal corroboram o sentimento da população. O Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais orienta que crianças menores de dois anos não devem ter contato com telas, reservando exceções apenas para chamadas de vídeo com familiares. Além disso, o novo ECA Digital reforça a necessidade de supervisão parental, exigindo que contas de redes sociais para menores de 16 anos estejam vinculadas aos responsáveis.
Brincar na rua ainda é a preferência
A pesquisa traz um contraste interessante: embora 83% dos adultos sintam que as crianças de hoje perderam o hábito de brincar na rua, preferindo o mundo virtual, 73% defendem que o lazer ao ar livre é muito mais benéfico para o desenvolvimento infantil do que ficar horas diante do celular.
O fim dos rótulos nas brincadeiras
Além da tecnologia, o estudo abordou a visão sobre o comportamento infantil. Para 63% dos brasileiros, brincadeiras não deveriam ter gênero. Apesar dessa mudança cultural, o levantamento aponta que ainda existem barreiras, com 36% dos entrevistados ainda reprovando que meninos brinquem de boneca ou meninas de carrinho, um preconceito mais acentuado entre o público masculino.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

