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Justiça Federal exige que União, Amazonas e Pará expliquem falhas no combate às queimadas

Amazonas Destaque

A Justiça Federal deu um ultimato aos governos da União, do Amazonas e do Pará, além do Ibama. Os entes têm agora um prazo de dez dias para detalhar todas as medidas que estão sendo tomadas para conter o avanço das queimadas e dos incêndios florestais que assolam a região durante esta severa estiagem de 2026.

Decisão judicial busca transparência

A determinação partiu da juíza Mara Elisa Andrade, da 7ª Vara Federal Ambiental e Agrária do Amazonas. A magistrada quer entender se houve omissão por parte dos órgãos públicos. O objetivo é verificar, na prática, quais são os recursos, estruturas e operações que estão sendo executados para enfrentar a crise climática e o fogo que castiga a floresta.

Foco na coordenação e recursos

Além de exigir clareza sobre o que já está sendo feito, a Justiça quer saber como ocorre a articulação entre as diferentes esferas do governo. A ação apura se houve recusa de auxílio entre os entes federativos e de que forma os recursos orçamentários estão sendo destinados ao combate direto às chamas. A magistrada ressaltou que a falta de transparência sobre os riscos à população e a real dimensão dos incêndios motivaram a decisão.

Números alarmantes e qualidade do ar

O cenário é crítico: nos primeiros dez dias de outubro, o Amazonas contabilizou 1.380 focos de incêndio, uma alta impressionante de 271% na comparação com o mesmo período de 2025. Esse aumento exponencial reflete diretamente na qualidade do ar em Manaus, que tem liderado o ranking das cidades com o ar mais poluído do Brasil. Enquanto o Judiciário espera respostas, o Ibama informou que mantém uma força-tarefa com 11 aeronaves atuando em cidades como Autazes, Itacoatiara, Parintins e na capital amazonense.


Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

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