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Justiça condena Enel por falhas graves durante apagão histórico em São Paulo

Brasil e Mundo

Responsabilidade reconhecida

A Justiça de São Paulo proferiu uma decisão histórica ao reconhecer as falhas na prestação de serviço da Enel Distribuição durante o ciclone extratropical que atingiu o estado em dezembro de 2025. O tribunal rejeitou a tese da concessionária de que o fenômeno climático seria o único culpado pela crise energética que deixou mais de 2 milhões de consumidores no escuro.

Falhas operacionais e estruturais

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) foi enfático ao apontar que eventos climáticos fazem parte dos riscos inerentes à atividade de distribuição de energia. Segundo a acusação, a empresa falhou em seu dever de manter infraestrutura adequada e planejamento operacional. Entre os pontos críticos citados estão a redução drástica de equipes durante a noite, a escassez de veículos de grande porte e a manutenção precária da vegetação nas redes elétricas.

Demora injustificável

Dados da Aneel revelam que, além das interrupções iniciais, a capacidade de resposta da empresa foi insuficiente. Cerca de 46% das ocorrências registraram demora superior a 24 horas para reparos. Em casos extremos, houve relatos de clientes que ficaram sem luz por quase 143 horas, evidenciando que a morosidade no restabelecimento do serviço agravou significativamente o impacto para a população.

Defesa da concessionária

Em nota oficial, a Enel sustentou que sua atuação foi compatível com a severidade do ciclone. A empresa argumentou que concentrou equipes durante o dia devido a protocolos de segurança e visibilidade e afirmou ter superado os parâmetros de recuperação previstos nos planos apresentados à agência reguladora, alegando uma evolução consistente nos indicadores de atendimento nos últimos três anos.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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