O Governo Federal intensificou a ofensiva contra o mercado de apostas clandestinas no Brasil. Desde o dia 25 de setembro, data que marcou o início das restrições severas às bets, as autoridades solicitaram o bloqueio de 13.241 endereços eletrônicos que operavam sem autorização no país. A medida, que também alcançou perfis em redes sociais e grupos de mensagens, visa proteger a economia das famílias brasileiras.
Risco à poupança popular
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a proibição é uma medida necessária para frear a drenagem de recursos das classes mais vulneráveis. Estima-se que, diariamente, cerca de R$ 600 a R$ 650 milhões saíam da poupança das famílias para alimentar essas plataformas. Com o bloqueio, o governo espera que esse capital retorne ao consumo doméstico e à estabilidade financeira dos cidadãos.
Limpeza nas redes sociais
A fiscalização não se restringiu apenas aos sites. O governo realizou uma varredura nas principais plataformas digitais, solicitando a remoção de centenas de perfis e grupos no Facebook, Instagram, Telegram, TikTok, WhatsApp e Discord. Segundo dados oficiais, essas páginas e canais mantinham contato direto com mais de 17 milhões de usuários, sendo fundamentais para a captação de apostadores para sites irregulares.
O drama do dinheiro preso
Com o encerramento oficial das atividades das bets, um montante impressionante de R$ 1,325 bilhão permanece retido nas plataformas, aguardando devolução para 26,5 milhões de apostadores. As empresas têm até esta quarta-feira (7) para reportar aos bancos os saldos remanescentes e os dados de cada usuário para viabilizar o resgate dos valores.
Contas sob suspeita
O governo já acendeu o alerta para possíveis ilegalidades. Cerca de 40 contas identificadas possuem saldos que variam entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão, valores que serão alvos de investigações rigorosas. O objetivo é apurar se tais quantias estão ligadas a esquemas de lavagem de dinheiro ou a organizações criminosas, garantindo que o mercado de apostas não sirva como fachada para crimes financeiros.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

