Críticas ao uso eleitoreiro
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a subir o tom contra os chamados “vazamentos seletivos” de investigações em curso na Corte. Durante a abertura da sessão desta quarta-feira (30), o decano aproveitou um discurso de homenagem ao primeiro ano de gestão do presidente Edson Fachin para condenar o que classificou como uso político-eleitoral de processos judiciais.
Referência ao caso Master
Mendes relembrou episódios recentes, citando explicitamente o “Caso Master”. O magistrado reforçou suas acusações contra o ministro André Mendonça, a quem atribuiu a divulgação de trechos de investigações com o intuito de interferir no cenário eleitoral, atingindo inclusive o ministro Alexandre de Moraes.
Equilíbrio como pauta
Ao exaltar o trabalho de Edson Fachin à frente do tribunal, Mendes fez um paralelo com a condução dos processos da Lava Jato. Segundo o decano, Fachin teria atuado com equilíbrio, evitando o espetáculo midiático e garantindo que documentos sensíveis não fossem manipulados para fins políticos. O ministro reiterou que, apesar de divergências jurídicas passadas entre eles, ambos compartilham o entendimento fundamental de que “o juiz não é parte, nem instrumento de causa alguma”.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

