Desaceleração à vista
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo as perspectivas econômicas para a América Latina e o Caribe. O relatório mais recente, divulgado em Bangcoc, aponta que a região está conseguindo capturar poucos benefícios do avanço da inteligência artificial, um motor que tem impulsionado a resiliência em outras partes do mundo.
Impactos da energia e IA
Enquanto a economia global mostra uma leve melhora, sustentada por investimentos em tecnologia e pela reorganização das cadeias de suprimentos de energia, a América Latina enfrenta o peso da guerra no Oriente Médio. O conflito elevou drasticamente os custos do petróleo e dos combustíveis, gerando um efeito dominó que pressiona o orçamento das famílias e das empresas, além de dificultar o acesso ao crédito.
Cenário brasileiro
Para o Brasil, o alerta é de desaceleração. As projeções de crescimento foram reduzidas para 2,2% neste ano e 1,9% em 2027. O FMI justifica a queda com base na política monetária restritiva — voltada ao controle da inflação — e na retirada gradual de estímulos fiscais, em meio a um cenário externo marcado pela instabilidade.
Desigualdade regional
O relatório destaca uma economia latina em ritmos distintos. Enquanto o México viu uma pequena melhora impulsionada pelo setor exportador e investimentos em tecnologia, outras nações enfrentam dificuldades severas. A Argentina teve um corte expressivo em sua estimativa de produção, enquanto países como Chile e Bolívia lidam com perspectivas de frenagem econômica ou retração. O FMI adverte que os riscos para os mercados emergentes permanecem elevados, com possibilidade de aumento no custo das dívidas e instabilidade cambial.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

