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Embrapa intensifica busca por cura da ‘vassoura-de-bruxa’ que devasta plantações de mandioca

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A Embrapa Amapá deu um passo crucial na guerra contra a praga conhecida como vassoura-de-bruxa, que tem devastado as plantações de mandioca na região. Diante do avanço da doença em Macapá, cientistas iniciaram um rigoroso processo de isolamento do fungo em ambiente laboratorial para testar tratamentos antes que cheguem ao campo.

Ciência contra o tempo

O trabalho, que exige protocolos extremos de esterilização, busca cultivar o fungo em condições controladas. A partir desse isolamento, será possível aplicar diversos defensivos, químicos e biológicos, para observar a resistência da praga. A estratégia visa encontrar uma solução eficaz para frear o microrganismo, que já atingiu 15 dos 16 municípios do estado.

Como funciona o teste in vitro

A técnica utilizada pela equipe consiste em coletar o pecíolo (cabo) da folha da mandioca já infectada. Após sucessivas etapas de higienização, o material é colocado em placas de vidro com soluções específicas. Esse ambiente induz o fungo a se expandir para fora do tecido vegetal, permitindo que os pesquisadores acompanhem de perto o desenvolvimento das colônias em meio sólido e líquido.

Esperança no campo

O ciclo de desenvolvimento do fungo é lento, levando cerca de 40 dias para completar uma fase de análise. Apesar disso, a Embrapa mantém expectativas otimistas: a meta é apresentar um balanço parcial das pesquisas até dezembro. Além de buscar uma cura, o estudo foca no mapeamento de variedades de mandioca que consigam manter sua produtividade mesmo expostas à doença. A esperança é que, ainda este ano, o setor agrícola possa contar com sementes mais resistentes para salvar a produção local.


Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

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