Polêmica sobre 8 de janeiro
Durante a sabatina na TV Globo, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) causou controvérsia ao classificar como uma “farsa” os atos de 8 de janeiro de 2023. Ao minimizar a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, o presidenciável ignorou o consenso sobre a tentativa de ruptura democrática, focando seu discurso em uma narrativa de perseguição política contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Mudança de postura sobre a escala 6×1
Um dos pontos de maior atenção foi a mudança de posicionamento sobre a jornada de trabalho. Após meses de resistência, Flávio declarou apoio ao fim da escala 6×1, recentemente aprovado no Senado. Contudo, o candidato não detalhou como pretende manter a estabilidade das leis trabalhistas diante de uma alteração estrutural dessa magnitude na rotina produtiva do país.
Segurança e o combate ao crime
Ao abordar a criminalidade, o senador prometeu classificar facções como o PCC e o Comando Vermelho como grupos “narcoterroristas”. Apesar da retórica firme, o candidato não apresentou um plano técnico sobre como a medida impactaria o combate real às organizações criminosas. Além disso, Flávio defendeu a facilitação do acesso a armas de fogo, argumentando que o problema central reside nas mãos de quem as utiliza, e evitou comentários sobre polêmicas envolvendo aliados políticos com histórico de proximidade com o crime organizado no Rio de Janeiro.
Divergências sobre dados oficiais
A entrevista também foi marcada por confrontos com dados técnicos. Sobre as queimadas na Amazônia, o candidato alegou recordes históricos em outubro, informação prontamente refutada pelos registros do INPE, que mostram números bem abaixo dos piores cenários históricos. Na área econômica, a promessa de arrecadar R$ 100 bilhões com a exploração da margem equatorial foi questionada, dado que o início das operações está projetado apenas para 2033 pela Petrobras.
Proposta sobre reeleição
Flávio reiterou a promessa de extinguir a reeleição para o Poder Executivo, alegando não ter apego ao poder, apesar de seus 23 anos de trajetória parlamentar. Ele sugeriu que a medida, caso aprovada pelo Congresso, já teria efeito sobre seu próprio mandato, caso seja eleito, incluindo a proibição de que parentes diretos concorram à sucessão imediata.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

