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Educação no Brasil: lacuna de desempenho em relação a países ricos diminui nas últimas duas décadas

Brasil e Mundo

A educação brasileira, embora ainda apresente índices inferiores aos das nações mais desenvolvidas, mostra sinais de evolução. Dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025, divulgados pela OCDE, revelam que a distância educacional entre o Brasil e os países ricos encurtou significativamente nas últimas duas décadas.

Um cenário de evolução gradual

Apesar de permanecer abaixo da média da OCDE em leitura, matemática e ciências, o Brasil reduziu drasticamente o abismo que o separava das nações mais ricas desde 2006. Em leitura, a diferença caiu 44 pontos; em matemática, 39 pontos; e em ciências, 36 pontos. O país demonstrou, inclusive, uma recuperação mais sólida pós-pandemia do que a média internacional, superando seus próprios índices de 2018 na área de ciências.

O fim dos celulares em sala de aula

Uma das mudanças mais marcantes identificadas pelo levantamento é a restrição aos aparelhos eletrônicos. Cerca de 81% dos estudantes brasileiros relataram estudar em escolas que proíbem ou restringem o uso de celulares, um salto expressivo em relação aos 37% registrados em 2022. O índice brasileiro já supera a média da OCDE (49%), alinhando-se a políticas públicas que buscam minimizar as distrações digitais no aprendizado.

Engajamento e consciência ambiental

Além da proficiência acadêmica, o estudo destacou o perfil socioemocional dos jovens brasileiros. O Brasil se destaca pelo alto engajamento ambiental: 84% dos estudantes acreditam em seu potencial de impacto positivo no meio ambiente, superando as médias globais. Além disso, a valorização da escola cresceu entre os jovens, com menos alunos considerando o ambiente escolar como uma perda de tempo, o que se reflete diretamente em um desempenho superior nas avaliações.

Sobre o Pisa

O Pisa, coordenado pela OCDE e aplicado no Brasil pelo Inep, é a maior avaliação educacional do mundo. Ele não mede apenas conteúdo, mas a capacidade de jovens de 15 anos de aplicarem conhecimentos em situações reais. Com o foco da edição de 2025 em ciências e na aprendizagem no mundo digital, o exame continua sendo a principal régua para medir a qualidade dos sistemas de ensino globalmente.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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