Investigação na mira do STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) e a Comissão de Valores Imobiliários (CVM) iniciem uma apuração rigorosa sobre a possível relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e as concessionárias responsáveis pelos serviços funerários na cidade de São Paulo. A decisão ocorre em meio a questionamentos sobre a transparência no setor.
Entenda o caso
A determinação de Dino surge após revelações sobre um encontro ocorrido em março de 2025 entre Vorcaro e o ministro do STF, André Mendonça. O ex-banqueiro, ligado ao banco Master, teria interesses em fundos que possuem participação societária nas empresas que operam os cemitérios paulistanos. Mendonça confirmou o encontro, alegando que trataram de ações judiciais relacionadas a créditos de precatórios.
Limites da apuração
Ao dar início às investigações, o ministro Flávio Dino foi enfático: qualquer medida investigativa que envolva o ministro André Mendonça é vedada, competindo exclusivamente ao presidente do Supremo Tribunal Federal decidir sobre o desdobramento nesse âmbito. O caso foi remetido ao ministro Edson Fachin para análise das providências cabíveis.
Custos funerários sob análise
Flávio Dino atua como relator em uma ação movida pelo PCdoB que contesta a legalidade dos preços praticados nos cemitérios de São Paulo após a privatização. Dados do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindsep) apontam um aumento drástico nos custos: o pacote mais acessível, que custava R$ 428,04 antes da concessão, disparou para R$ 1.494,14, gerando indignação e motivando a revisão judicial das tarifas.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

