Justiça na mira da concessionária
O apagão que paralisou Manaus, Iranduba e Manacapuru no último dia 20 de agosto gerou consequências jurídicas imediatas. A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), por meio do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), protocolou uma ação civil pública contra a Âmbar Energia S.A., exigindo reparação e melhorias urgentes no sistema elétrico que atende a região.
Revolta popular
O episódio, que deixou milhares de moradores sem luz, desencadeou protestos na capital. Naquela noite, a população tomou as ruas em frente ao Centro de Distribuição da empresa, exigindo respostas imediatas. A Âmbar Energia alegou, em nota, que a falha foi provocada por fatores externos à rede de alta tensão, mas a justificativa não convenceu os órgãos de controle.
Exigências por segurança e eficiência
A ação da Defensoria vai além da cobrança por danos. O órgão exige a revisão técnica de todo o sistema de 69 kV, a correção de falhas em disjuntores da Subestação Ponta Negra e a instalação de tecnologias de automação no interior do estado. Segundo o defensor público Christiano Pinheiro, o objetivo é garantir que a concessionária apresente um plano de manutenção preventiva robusto, assegurando a segurança de cabos, transformadores e medidores utilizados no Amazonas.
Fiscalização rigorosa
O caso está sendo tratado como uma investigação coletiva. Além da DPE-AM, instituições como o Inmetro, a Aneel, o Crea-AM e o Corpo de Bombeiros foram acionados para fornecer laudos técnicos. O foco é determinar se os equipamentos utilizados pela distribuidora possuem a certificação necessária e se a infraestrutura atual suporta a demanda de carga, comparando a qualidade do serviço prestado antes e depois das recentes trocas de fiação realizadas pela empresa.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

