A onça-pintada Guardião, hoje um ícone de longevidade no Amazonas, carrega uma história marcada pela superação. Resgatado ainda filhote na região da tríplice fronteira, o animal sobreviveu à tragédia da caça ilegal, que vitimou sua mãe, e encontrou no Exército Brasileiro um refúgio que se tornaria seu lar definitivo.
Um marco histórico
Reconhecido oficialmente pelo Guinness World Records, Guardião detém o título de onça-pintada mais velha do mundo em cativeiro. Aos 25 anos, o felino desafia a biologia: na natureza, a espécie vive, em média, 13 anos, enquanto em cativeiro a expectativa gira em torno de duas décadas. O recorde foi oficializado em junho deste ano, consolidando o sucesso dos cuidados recebidos desde sua chegada ao Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria, em Tabatinga, em 2001.
Vida no CIGS e cuidados especializados
Transferido para o Zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus, em 2007, Guardião tornou-se o centro de um rigoroso protocolo de bem-estar animal. Equipes de veterinários, biólogos e tratadores dedicam-se diariamente à saúde do felino, ajustando sua rotina e dieta conforme sua fase sênior. Segundo o CIGS, esse acompanhamento constante é o segredo para que a onça tenha ultrapassado todas as estimativas de vida da espécie.
Símbolo de resistência
Além da marca histórica, a trajetória de Guardião serve como um alerta vital sobre a conservação ambiental na Amazônia. Para o Exército Brasileiro, o animal simboliza a importância do combate ao tráfico de fauna silvestre e reforça o papel estratégico das instituições na preservação de espécies ameaçadas. Mesmo após a perda de seu companheiro de recinto, o Amazonas, em 2021, Guardião segue como um símbolo de resiliência e foco das ações de conscientização ambiental no estado.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

