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Congresso 2027: Nova legislatura sinaliza retrocesso na agenda ambiental brasileira

Brasil e Mundo

Desafios para o clima

O cenário ambiental no Congresso Nacional enfrenta um sinal de alerta para os próximos quatro anos. A partir de 2027, a 58ª Legislatura será marcada por uma composição onde sete em cada dez parlamentares apresentam baixo ou nenhum alinhamento com pautas de proteção ao meio ambiente e combate às mudanças climáticas.

Dados preocupantes

A conclusão é fruto de uma análise profunda do Observatório do Clima, que mediu a convergência ambiental dos congressistas. Os números revelam que 68,9% dos parlamentares estão nas faixas “baixa” ou “muito baixa” de compromisso ambiental. Apenas uma minoria, cerca de 31%, demonstra convergência considerada boa ou muito boa com os temas de preservação.

Risco de retrocessos

Especialistas alertam que este perfil legislativo coloca em xeque a proteção dos biomas brasileiros. Suely Araújo, coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, aponta que o país pode enfrentar graves retrocessos, incluindo o enfraquecimento de órgãos de fiscalização, anistia a grileiros e um desmonte nas políticas de conservação das florestas.

Senado e Câmara sob nova ótica

O Senado Federal apresentou um distanciamento ainda mais acentuado em comparação à legislatura atual, saltando de 71,6% para 79% de parlamentares com baixa afinidade com a agenda verde. Na Câmara dos Deputados, o cenário também é de alerta, com 345 dos 513 parlamentares classificados com convergência ambiental reduzida. O avanço de legendas de extrema direita no Legislativo é apontado como o principal motor dessa mudança de comportamento político no Congresso.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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