O governador do Amazonas, Roberto Cidade, anunciou neste domingo (18) a prisão de 11 pessoas suspeitas de envolvimento direto com as queimadas que assolam o município de Autazes. O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), em Manaus, reforçando a linha de enfrentamento rigoroso contra os incêndios florestais no estado.
Prisões e intensificação do combate
As detenções ocorreram ao longo dos últimos dias, fruto de um trabalho conjunto entre a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Embora detalhes sobre as circunstâncias das prisões não tenham sido revelados, o governador destacou que o monitoramento contra quem insiste em atear fogo na vegetação será intensificado. Novos dados sobre as operações devem ser apresentados pelo governo estadual nesta segunda-feira (19).
Cenário crítico em Autazes
Autazes tem sido um dos epicentros do problema no Amazonas. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicaram que, entre 10 e 13 de outubro, a cidade registrou 139 focos de incêndio, o maior número contabilizado no estado durante o período. O impacto do fogo obrigou o município a decretar situação de emergência ambiental, sanitária e agropecuária por 90 dias.
Investigações em curso
Paralelamente às ações do Executivo, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) instaurou um inquérito civil para apurar as responsabilidades pelos danos ambientais. O órgão notificou a Prefeitura de Autazes para esclarecer se houve qualquer autorização oficial para queimadas no período. Além disso, órgãos como Ibama, Ipaam e Funai foram acionados para prestar informações e colaborar com a investigação que busca identificar os autores dos crimes ambientais que têm sufocado a região.
Edição: Amazon Online.
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