Em uma jogada estratégica na reta final da disputa presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou formalmente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico, tanto dele quanto de seus familiares. A medida, contudo, possui uma condição central: que o senador Flávio Bolsonaro, seu adversário no pleito deste domingo, aceite realizar o mesmo procedimento.
Um desafio lançado em rede nacional
A iniciativa de Lula cumpre a promessa feita durante o debate da Band no último domingo (18). O presidente quer colocar o histórico financeiro dos dois candidatos à disposição da justiça e da transparência pública, sob a justificativa de que a população precisa de clareza total antes de ir às urnas. O requerimento foi endereçado diretamente ao ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE.
O que está no radar da investigação
O documento detalha que a abertura dos dados não se limita aos candidatos, mas estende-se a cônjuges, filhos e empresas relacionadas. Enquanto a equipe de Lula elenca a empresa L.I.L.S. Palestras, o peticionamento aponta cinco pessoas jurídicas ligadas a Flávio Bolsonaro, incluindo uma offshore. A proposta inclui ainda os pais de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro e Rogéria Bolsonaro, além de seus irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan.
Transparência antes da votação
O objetivo é claro: a defesa de Lula sustenta que a divulgação pública desses dados antes da próxima quarta-feira é essencial para que o eleitor decida seu voto com total embasamento. Em agenda de campanha, o atual presidente subiu o tom: “Estou disposto a que a sociedade saiba quem é quem nesse país. Quero ver se ele tem coragem”, provocou.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

