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Cenário de guerra: Morador relata destruição após tempestade no Rio Grande do Sul

Brasil e Mundo

Uma forte tempestade atingiu o Rio Grande do Sul na madrugada desta segunda-feira (21), deixando um rastro de destruição e desespero em diversas cidades gaúchas. Entre as vítimas está o morador de Pelotas, Rafael Cunha, que registrou em suas redes sociais os danos severos causados à sua residência, localizada no bairro Laranjal.

Destruição em segundos

O relato de Cunha é estarrecedor: a força do vento foi capaz de arrancar todo o telhado do segundo andar do sobrado. As telhas, arremessadas violentamente, atingiram a casa vizinha e danificaram veículos estacionados. Segundo o morador, o episódio só não terminou em uma tragédia maior por um milagre, já que outras pessoas estavam na residência atingida pelos escombros.

Um cenário de caos

O desastre teve início por volta de 1h30 da manhã. Vídeos gravados por Cunha revelam o interior da casa completamente alagado, com a água escorrendo pelas escadas e o céu visível onde antes havia proteção. “A cidade está um caos”, desabafou o morador, relatando que, além de sua residência, imóveis na região foram severamente afetados e até um prédio teria colapsado no centro de Pelotas.

Abandono e prejuízos

Além do trauma, Rafael Cunha denuncia a dificuldade de contato com os órgãos oficiais. Segundo ele, desde o início do temporal, as linhas da Defesa Civil e dos bombeiros permanecem ocupadas, impossibilitando qualquer tipo de assistência. Enquanto aguarda respostas, o morador contabiliza perdas irreparáveis, incluindo móveis, objetos pessoais, eletrônicos e mantimentos.

Impacto estadual

O cenário é crítico em todo o estado. De acordo com a Defesa Civil, 64 municípios foram afetados pela tempestade. O balanço parcial aponta quatro pessoas desaparecidas, quatro desabrigadas e 624 desalojadas. Em Hulha Negra, a força dos ventos atingiu a marca impressionante de 126,7 km/h, confirmando a magnitude do fenômeno que assolou a região.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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