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Câncer de mama em homens: diagnóstico tardio eleva riscos e acende alerta para prevenção

Brasil e Mundo

Desconhecimento é o principal inimigo

Embora o Outubro Rosa direcione as atenções para a saúde feminina, especialistas alertam para uma realidade ignorada por muitos: os homens também desenvolvem câncer de mama. De acordo com a Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), o diagnóstico masculino costuma ocorrer em estágios mais avançados, o que torna o tratamento mais complexo e desafiador.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) revelam que, entre 2020 e 2023, foram registrados mais de 163 mil casos da doença, sendo 2.126 em pacientes do sexo masculino. O número, embora represente menos de 1% do total, não deve ser subestimado.

Metástase e a demora na busca por atendimento

O levantamento da SBRT indica que a proporção de casos em estágio IV — quando o câncer já apresenta metástase — é superior entre os homens (quase 30%) do que entre as mulheres. Segundo a rádio-oncologista Denise Ferreira, a raiz do problema é o preconceito e a falta de informação.

“Muitos homens demoram a procurar ajuda ao notar alterações. Por terem pouco tecido mamário, o tumor atinge estruturas próximas rapidamente”, explica a médica. Caroços, alterações no mamilo ou secreções com sangue são sinais que exigem investigação imediata por um profissional de saúde.

Tratamento e chances de cura

A boa notícia é que, quando detectado precocemente, o câncer de mama masculino possui altas taxas de sucesso terapêutico. A sobrevida relativa em cinco anos pode ultrapassar os 95% caso a doença seja identificada ainda restrita à mama. O tratamento geralmente envolve cirurgia, podendo ser combinado com radioterapia, quimioterapia ou terapia hormonal, dependendo das características do tumor.

Prevenção para todos

Fatores como obesidade, histórico familiar, mutações genéticas e alterações hormonais são pontos de atenção. Para as mulheres, a recomendação segue clara: rastreamento por mamografia a partir dos 40 anos. Para os homens, a regra é a vigilância constante do próprio corpo e a quebra do tabu que impede o diagnóstico precoce e a busca por qualidade de vida.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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