A nova configuração da Câmara dos Deputados, eleita no último domingo (4), traz mudanças significativas para a 58ª legislatura, que terá início em 1º de fevereiro de 2027. Com uma renovação de 35,67%, a Casa contará com 183 parlamentares em seu primeiro mandato, consolidando um índice de oxigenação que se mantém estável em relação aos pleitos anteriores.
Recorde histórico de mulheres
Um dos pontos de destaque da nova composição é o avanço das mulheres na política nacional. Com 108 deputadas eleitas, o país registra a maior bancada feminina da história da Câmara, um crescimento de 18,68% em comparação a 2022. O resultado reforça a mensagem de que a participação feminina segue em trajetória de ascensão no Legislativo brasileiro.
Disputa ideológica e forças partidárias
O cenário político aponta para um fortalecimento do campo conservador. O Partido Liberal (PL) consolidou a maior bancada, alcançando 121 cadeiras, seguido pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que garantiu 88 assentos. Especialistas apontam que a formação de grandes blocos é estratégica para definir a distribuição de orçamento e a influência no jogo político dos próximos quatro anos.
Desafios na representatividade racial e indígena
Apesar do avanço de gênero, o pleito marcou um recuo na representação negra, com a bancada de pretos e pardos encolhendo 2,9% em relação a 2022, totalizando 135 eleitos. A bancada indígena também sofreu redução, passando para três representantes na nova legislatura.
Recordes de votação
A eleição também foi marcada por marcas expressivas de votação. Nikolas Ferreira (PL-MG) reescreveu a história ao conquistar mais de 3,11 milhões de votos, tornando-se o deputado federal mais votado do país. Logo atrás, Lucas Pavanato (PL-SP) obteve mais de 3 milhões de votos, enquanto Erika Hilton (PSol-SP) consolidou-se como a mulher mais votada da Câmara, com quase 1,6 milhão de votos.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

